domingo, 4 de outubro de 2009

Restaurante

Sentei-me à mesa de teu corpo
Solicitei o cardápio
Onde está o preço?
Como posso comer, sem saber o quanto irá me custar.
Sempre custa caro amar,
Quando o prato raspado ficou.
Foi excelente apreciar
E sempre penso ou pensava
‘Não existe nada melhor’
Do que uma comida apimentada
Daquelas que fazem suar
Um suor com gosto de champagne
Com cheiro de desejo
Embriago-me só de pensar
Não bebia
Mas virei alcoólatra
Como podes ser doença e cura
Como pôde me dar um cheque sem fundo?
Depois decido como pagar
Pendura a conta

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