domingo, 4 de outubro de 2009

Delírio

Não consigo escrever sobre o amor
As palavras tornaram-se signos, indecifráveis
O meu corpo deseja ser teu hospedeiro
O meu olfato, teu suor
O meu tato, tua pele
O meu olhar, o teu
O meu paladar, tua carne
A minha audição, teu suspiro
Quero aprender a tremer junto contigo
Preciso compensar a tua ausência
Não consigo
Necessito entender a saudade
É impossível
Tenho que conviver com a distância
Não admito
A exclusividade me torna cego
Ser uno me trás a paz
Ser breve, eu quero mais
Ser prudente, até que tento
Amar-te, estou vivendo

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